sábado, 11 de dezembro de 2010

Plim!

Hoje meu dia foi muito bom. Nada demais, na verdade. Meu pai é um trabalhador social (meu português tá uma merda então traduzi literalmente, mas ele é mais que isso aqui - enfim), e tava rolando um lance de protesto na estação em Bruxelas, Stop The Killings, a respeito da merda toda na Colômbia, Filipinas and so on, e como ele é mega envolvido nós demos uma passada. A intenção era almoçar no restaurante brasileiro, depois participar da passeata, e então ir tomar cervejinha cos companheiro tudo do rolê, mas acabou que perdemos muito tempo na rua, os dois restaurantes brasileiros estavam fechados e, bom, até achar outro, esperar a comida, comer, e então se organizar com as crianças e andar até o lugar onde ocorreria o ato... quédizer, não fomos. Fomos diretamente pro local onde rolaria o "after", tomei um café, uma cerveja e vi uns curtas, meu nariz não parou de escorrer um minuto, eu senti frio mesmo com dois moletons e uma jaqueta, minha tosse piorou e as crianças estavam cansadas e chatinhas - tinha tudo pra eu estar pensando até agora que foi uma merda. Mas vou dizer de novo, cara, hoje meu dia foi muito bom. Eu não sei direito porquê, mas eu tive aqui um estalo. Sem mais nem menos aprendi uma coisa muito foda, que no fundo a gente deveria saber desde antes do intercâmbio, mas agora faz todo o sentido. Eu não vou perder tempo aqui com palavras difíceis porque, um, tá foda, dois, só intercambista entende mesmo. Eu tava mal humorada. Claro. Doente há um mês e esse frio. Poderia muito bem ter ficado em casa quentinha, dormindo e tomando chá o dia inteiro mas ontem de noite pensei watahell, botei o alarme pra 10h da manhã e fiz esse esforcinho, saí com eles. Cara. Escuta. Tanto em casa, na escola ou até na rua, nos pubs da vida, os dias podem ser extremamente iguais se a gente não abrir a boca. É fácil demais viver de fones de ouvido - ainda mais se for pra ouvir "chega de saudade" com a Robertinha Sá. A grosso modo: se eu não faço o esforcinho, ninguém vai fazer por mim. De jeito nenhum. Foda-se. Aqui eles podem apresentar um mundo de oportunidades - SE eu quiser enxergar. Mas fazer acontecer mesmo, ninguém além de mim. Todo intercambista é igual e tem as mesmas crises, esse é o chavão. Mas todo intercambista passa a ser um só, quando percebe que a experiência é infinitamente diferente pra cada um. E a magia da coisa é justamente isso, cada um faz o seu.
Mês passado teve um dia que eu cheguei radiante do colégio, me sentindo a felizarda por ter os colegas de sala mais fodas do mundo, foi um dia mega divertido e acho que nunca ri tanto com eles. Daí cheguei aqui e fiquei imediatamente fudida com a seguinte situação: eu querendo falar horrores e eles preocupados só com as crianças, cagando pra como eu tava. Emputeci e fui dormir toda birrada. No dia seguinte minha energia estava no chão e eu dormi em todas as aulas, quédizer - a culpa, realmente, é de quem?
Por isso e por outras que eu digo, manolo, sei que é foda, mas mesmo se você chega em casa e já sente que sua mãe -ou até seu pai- está exalando TPM, mesmo se ninguém perguntou algo elementar do tipo "como foi seu dia?"... apenas fale mesmo assim. Fale pelos cotovelos, em inglês, holandês, francês, como der. Não perca tempo no skype. Abra a boca pra quem tiver perto, levante a cabeça e se faça feliz.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Aquele formigamento bom.

Ih! Tou carente e me acomodei. É esse o meu problema, pronto. Sempre foi, né! Como se eu já não me conhecesse nesse sentido. Bom. Tou doente porra nenhuma. Tou triste nada. Tou é enrolada num cobertor, segurando uma caneca de chá com as duas mãos enquanto piso numa bolça de água quente e procuro na TV algum filminho água com açúcar que me proporcione um cochilo intenso no sofá. Assim fica fácil demais. Fácil demais dizer foda-se. Eu sempre fui desse jeito, estouradinha, quando forçada a fazer algo difícil demais ou que eu não goste. Pego birra com uma facilidade incrível. Sempre caguei pras responsabilidades, é isso. Sou sim, capaz de passar dias na cama envolvida pela preguiça, desde que haja um cafunézin e algo pra beber - há quem saiba bem disso. Eu não sou do tipo de achar tudo um saco, passei da fase também. Mas vamos ser realistas? Neve é um saco, cara. Falei. Certo, primeira vez que vi foi bacana, eu estava no quarto da minha irmã, ela sentava no meu colo enquanto eu 'lia' pra ela um livro bem, digamos, 'christmas feelings', o que deixou tudo mais emocionante também. Quando a bicha dormiu, eu desci as escadas e vi pela janela. JONGENS! IK ZIE SNEEUW! E pronto, botei a cabeça pra fora e gritei um CARALHO com uma voz que nem quis sair, de tão empolgada que eu tava. Fiquei lá, com a cabeça pra fora, igual uma mongolóide, tentando pegar floquinho com a língua, enfiando meus dedos na neve, depois tirando devagar e enfiando de novo, brincando nos furinhos, escrevendo meu nome, e o seu, e o dela, e o da familia inteira e de jesus e enfim. Claro que essa brincadeira rendeu uma bela gripe, daquelas que nunca passam realmente, apenas dão uma melhorada nos dias em que a gente acorda assim, ~inspiradíssima~. Mas não reclamo, não. Muito pelo contrário, olha, te contar que com essa gripinha tou no céu - já que, né, assumi que o frio me deu uma baqueada geral, tô podendo dar migué. Vidão. Tô aqui quase de férias, agasalhadinha, vivendo de xarope, alcool e paracetamol, sem precisar de fato ir pra escola... afogada na preguiça, vendo a neve cair sem precisar molhar o pézinho. Mas... porra, qua saco, também. Falta alguma coisa que não sei o quê. Que fase chata, bicho. Cadê meu sol? Me imagino igual uma louca de pantufa na porta do escritório da AFS gritando assim, OW, fasfavô de botar mais uns 40 graus aí nessa merda que eu não to pagando pra ter pneumonia! ... Aloca. Mas uma coisa é fato e vos declaro: tô na bosta, galera. Isso sim tava no contrato: pior fase do intercâmbio é o mês de dezembro. Daí eu penso, ih, to fodida com Jesus né, capricornianos teimosos que resolveram nascer no friozinho. Tô falando merda, mas ein... quando é que essa onda deprê vai passar, caralho? Cadê aquela parte em que os brasileiros param de chorar e viram belguinhas de vez? Tá louco, bicho, tudo bem que tá tudo no mesmo barco e se afundar a gente nada, mas tô uma chata. Até minha preguiça amiga me enjoa. Só penso no Brasil. O bar é o lugar que mais me faz sentir em casa. Qualquer bar, mas que seja de quarta-feira e me deixe muito louca. Chego no balcão, limpo a neve do tênis, tiro meu casaco e peço uma tequilinha. Hmmm, rapaz! Não sei mesmo o que acontece por aqui, mas da última vez tomei cinco e fiquei só meio quentinha. Aquele formigamento bom. E a vida fica bonita.
Parei por aqui que tá tarde.

PS: Papai Noel, enfia essa neve toda no... trenó! BEEEIJO, querido!

domingo, 28 de novembro de 2010

Dois meses que não posto.

Três meses que tou longe do meu país. Três graus negativos lá fora. Três miseráveis flocos da neve mais sem graça que vi cair até agora. Três horas no telefone a família, ou algo perto disso. Bla. Vim aqui pra dizer que tou com saudades, só. Se eu for contar as novidades vou ficar três dias na frente da tela. E contar pra quê, também? Acho que só a Amanda vê isso, coitada. Tou morta de saudades, ruim do estômago, ouvindo Metric e esperando nevar. A vida é muito louca, bicho... amo e odeio isso aqui trezentas vezes por dia.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

primeiro dia de aula.

Seriously, nada demais. Estamos em setembro mas ainda nao tive aquele 'estalo' de fim de ano. Até dezembro, sei que muita agua vai rolar ainda. Muita cerveja e quem sabe muita neve também (eu ia falar um treco nojento agora mas isso aqui é um blog de familia, excuse me).

Hoje foi o primeiro dia de aula e so depois que o sinal bateu e as pessoas carregaram suas mochilas em direcao ao portao principal que me permiti ficar nervosa. Até ontem eu tinha a idéia fixa de que em 5 minutos eu faria zilhoes de amigos e que todos seriam gentis comigo porque eu sou brasileira e porque, vai, brasileiro é legal pra cacete and so am I. Overexpectation. Nao é bem assim. Até porque nao é exatamente 'o maximo' pras pessoas o fato de eu ter vindo do Brasil. Se alguém ali falasse portugues eu tenho certeza que diriam de boca cheia: grandes merda, véy. Fail total. As pessoas ao menos sao gentis e sorriem de volta quando eu olho pra elas, como quem compreende minha cara de 'que que eu to fazendo aqui, manolo?', mas hoje tive medo de nunca fazer amigos verdadeiros por aqui... Digam o que quiser, cara, ta, sou uma surtada, pessimista, afobada, mas eu quero um amor, porra. E quando falo assim nao me refiro a uma pessoa. Its not for a fuck, or a kiss. Quero me apaixonar pela Bélgica, acordar e sentir frio na barriga so de pensar que eu estou exatamente onde eu queria estar - como ocorreu no camp. Bem, é tudo bonito demais. Em todos os lugares que eu vou eu queria ter minha camera comigo, porque é tudo bonito demais e nao vou nem tentar descrever. Mas é tudo inacessivel. Comunicacao. Afinidade. Carinho. Aceitacao. Até cerveja tem me sido inacessivel, ve se pode! El todo. O mundo inteiro aos meus pés e eu sem poder alcancar.

Rather give the world away then wake up lonely.

domingo, 29 de agosto de 2010

me levem pra Cuba NOW!

Cara, acabou que a reunião de familia foi muito boa, todos me trataram super bem, sempre curiosos com o que eu tinha a dizer, sempre rindo do meu jeito de falar algo em holandes e do meu senso de humor babaca-metida-a-espertinha - coitados. Amei. A comida era muito boa também mas, bem, lo que paso paso e eu vim aqui falar do meu dia de ontem.

Fui pra Antwerpen com a Such e as amigas. Primeira "viagem" de trem pela Belgica e eu amei quando o GoPasseiro foi la conferir nossos tickets porque lembrei da Katy (ah, jura? sempre vou lembrar dela aqui, mas dessa vez é porque ela tem no quarto dela um chapéu roubado desses sujeitos - aparentemente os uniformes ainda sao os mesmos. Emocionay.)

Tudo lindo na Antwerpen, claro, tudo ainda muito novo, aquele espetaculo, mas once again eu digo que poderia ter sido mais interessante se nao fossemos so fazer compras e conversar futilidades.

Chegamos de volta em Mechelen as 18h e fizemos um jantar em familia num restaurante muito dahora, tinha uma garconete que meu deus, até respirei errado, mas o encontro em si esbarrou nas raias do que se pode chamar de FIASCO, porque Such e Sapna brigavam o tempo todo. Such fazia cara de "nao mereco esse mundo" e Sapna sorria de nervoso tentando amenizar a porra toda.

Mas o que realmente importa nesse post comeca agora: de noite fomos para um bar cubano na Antwerpen também. Eu, Sapna, Such, Lorena e sua mãe espanhola. Foi animal, varios latinos por la e placas de VIVA CHE everywhere, tocou até créu e da mesma forma que as pessoas ficaram abismadas porque eu sabia cantar tudo, eu também fiquei, mas o melhor mesmo foi ter visto a gringaiada tudo querendo rebolar. Sério, sem graca essa parte, nao tinha UMA piranha sequer indo até o chao. Em compensacao, quando tocava salsa ou lambada, capaz que iam até o teto... ah, sim. Um cubano me puxou pra dancar e eu tentava fugir dizendo PERDON PERO NO PUEDO BAILAR, mas o fdp insistiu tanto que até acabei aprendendo - un poquito.
No final de tudo ganhei uma rosa de um marroquino que nem me pergunte como conseguimos desenvolver uma conversa, porque o rapaz so falava holandes e albanes. Meu cérebro ta dando no. Cheguei em casa quase dormindo, quase com febre, quase sobria e totalmente feliz. E suada.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

#

cara, uma da tarde ja e as meninas nao acordaram. estou sozinha aqui de novo. ontem foi divertido. digo, poderia ter sido, se minha irma e as amigas tivessem tomado uma atitude inteligente, ao inves de ficar andando na chuva atras de sei la o que, sabendo que to tossindo mais que um cachorro, ja. a gente quase ficou num pub que parecia ser legal. tinha um pessoal mais roquenrol he, inclusive uma fanchinha tomando sua cerveja na frente da mesa de sinuca - worldwide classic.

nao sei se e' me precipitar, mas preciso dizer que nao me sinto totalmente a vontade aqui. sei la, minha irma quer ser rebelde e como eu estou sempre com ela, talvez eu me foda. ontem o meu host ficou bem bravo porque chegamos mais tarde do que o combinado, hm. minha 'mae' nao sabe abracar, e eu a escutei conversando em ingles no telefone que esta com medo do que vai ser esse ano. e o meu 'pai' ja deixou claro no primeiro dia que ele nao e' meu pai e que eu nunca devo chama-lo assim. os tres vivem brigando em holandes, e a conclusao e' que sou uma estranha analfabeta na casa de outros estranhos, yey! nao sao pessoas ruins, jamais. apenas nao se entendem.

mas talvez eu nao devesse concluir nada ainda, afinal acabei de chegar aqui e a ficha ainda nao caiu. nao acho que eu va me adaptar a familia a ponto de me tornar futil como a minha irma e fria como a relacao dos meus 'pais', mas talvez eu me acostume a esse jeito bizarro e crie minha independencia pessoal. nao sei se me entendem. asas no lugar de raizes, manja? we'll see.

ps: preciso logo de um adaptador de tomadas.
ps 2: hoje vai ter churrasco com a familia seguido de uma festa, e como eu nao lavei minhas roupas, vou suja e amarrotada conhecer a galere, AE.
ps 3: aniversario da mari (soria) hoje. paabens, animalzinho.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

tempo louco

sim, em todos os sentidos. nao sei dizer que horas sao e muito menos entendo porque aqui na belgica faz muito sol e muita chuva em um intervalo minusculo de tempo. cest la vie, sim, porque nao sei falar isso em holandes. e' estranho demais olhar pela janela e ver essas casinhas de cenario de teatro, nada aqui parece real. nao sinto saudade de casa. bom, nao tanto. a ficha nao caiu e espero que eu continue assim, carregando comigo uma passividade assustadora perante as mil situacoes de outro mundo com as quais eu tenho entrado em contato. nao e' bom ver minhas amigas brasileiras chorando e etc, mas estou feliz que nao sinto vontade de chorar. so' de dormir, muito. ou talvez de sair pela cidade sozinha com um pacote de batatinha frita e maionese, pra tirar fotos dos jovens laranjas de cabelo amarelo ou dos velhinhos cor-de-rosa com seus cachorros igualmente velhinhos no parque de Mechelen... eu nao quero saber de festa, estou cansada demais pra isso. e festa agora e' so' com a minha irma, Such, de 14 anos, que e' muito atenciosa e divertida, mas aparentemente nao conhece outro assunto alem de meninos e lojas...

uma coisa que a katy me disse quando estive em sao paulo e' que existem dois tipos de belgas. as que usam meia-calca e as que usam calca de aladim. ok, nao foi com essas palavras, e nao da pra explicar, mas eu pude muito bem comprovar isso. todas as voluntarias do AFS vlaanderen usam calca de aladim e algumas nem ligam se os pelos do suvaco comecam a crescer, coisa que no brasil seria bizarro, mas aqui ate' eu consegui achar normal. elas tem dreads, alargadores e sao bronzeadas - aquele bronzeado europeu que vai mais pro rosa queimado do que pro preta preta petinha, saca? sei la, to apaixonada, quero fotografar e abracar todas.

ah, sim. aqui eles realmente nao abracam. cheguei toda feliz dia 24 na casa da minha host family e abri meus bracos com toda alegria do mundo pra receber um beijinho envergonhado e sem jeito no rosto. e' mole?

hoje tive dor de cabeca e nem sai de casa de manha. fui ao parque fumar narguille com as meninas e comer batatinha frita de tarde. de noite tem uma festa de musica eletronica a ceu aberto, assim, no meio do mato, me parece que a cerveja e' barata e vou conhecer os amigos da minha irma. ela ta louca pra me apresentar um menino que me achou gatinha e eu to louca pra falar que sou sapatao, serio, me sinto com 12 anos por nessa familia eu estar dentro do amario ainda... ah! no centro de Mechelen, se nao me engano, tem umas fanchas gatinhas que trabalham nas lojas. ou nao, ne'. vai que elas olham pra mim so' porque eu tenho cara de gringa. ou vai que moicano aqui nao e' sinonimo de homossexualidade. talvez as belgas, aquelas das calcas de aladim, tenham cara de sapatao mesmo, simplesmente porque elas nao se impotam. quer saber? eu tambem nao. vou sair agora na chuva, gripada, tomar cerveja e ser feliz. mesmo com o nariz em carne viva de tanto assoar, e mesmo sem entender uma VIRGULA do que as pessoas falam perto de mim, eu vou ali virar belga e ja volto.

tot ziens!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

copacabana feelings




Oi! Bom dia! Faz sol, tou feliz pra cacete, ou 'a vera', como dizem por aqui.

Bom, sim, ainda estou no Rio, usando o pc lerrrrdo da Raquel. Minha mãe está tentando reorganizar a mala de forma que ela fique com 1kg a menos, pra não precisarmos pagar pelo excesso de bagagem quando eu chegar em Madrid. Meus colapsos intestino-estomacais cessaram, haha, eu só tou com aquele frio na barriga como se eu tivesse tomado umas boas 20 chícaras de café.

É hoje, né. Porra. Nem parece. Só consigo pensar em botar crédito no celular, porque vai, vou sim me permitir dar aloca no aeroporto, do tipo sair ligando pra Deus e o mundo quando faltar 5 minutos pro embarque. Sou dessas.

A foto é do buteco de ontem, adorei. Foi melhor do que eu esperava e sinto que poderia ter sido até melhor do que foi. Ahn? Sim, acabou que fomos tomar uma cervejinha aqui perto e além de Amanda e Mikhaila, a Yrina também apareceu, fiquei super contente. Eis que Mikhaila invoca na idéia de dar um rolê na praia, como que pra 'selar' a minha despedida haha, mas acabou que eu fiquei com peso na consciência pelos meus pais e voltei cedo pra casa. Boooring. Deixei pra próxima.

Só digo uma coisa: eu vou hoje, vou tranquila, e sei que vou voltar pra cá. O Rio de Janeiro que me espere - tenho dito.

Não vou agradecer ninguém por porra nenhuma, afinal quem estiver lendo meu blog no momento já pode se sentir querido por mim. Dispenso dramas finais.

A empregada precisa limpar o quarto e eu vou fumar um cigarro olhando pra rua.

Tou feliz, manolada. Bisous, e até a Bélgica!

PS: "que ser humano diferente."
PS 2: "andamos todas iguais."

terça-feira, 17 de agosto de 2010

1 day left

o layout do blog ainda tá zoado, acabei de criá-lo e to sem saco pra deixar bonito! é só pra dizer que eu sinto como se meu intercâmbio já estivesse começado, olho pro lado e vejo a mala quase pronta, escancarada, e isso me dá dores de estômago, haha.

amanhã vou acordar cedo pra me despedir do resto da família e almoçar nos meus avós. em seguida pego um avião pro Rio de Janeiro, onde será meu embarque, junto com meus pais. ficaremos na casa da minha tia Raquel até quinta-feira, em Copacabana, e devo encontrar Mikhaila e Amanda para uma cerveja no final da tarde de quarta.

por enquanto é isso. estou levando na mala de mão um caderno de anotações que vai ter mais ou menos a mesma função deste blog, que é a de guardar recordações e mostrar um pouco do meu olhar sobre a Bélgica pra quem me ler.

welp. não estou com vontade de escrever. ansiedade me sugando.
boa viagem pra mim e bom Brasil pra quem fica.

au revoir!

ps: post meia-boca, me despedindo do Brasil pelo flickr: aqui.