sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Preciso parar de ler esse blog se eu quiser ter uma vida aqui .

sábado, 30 de julho de 2011

Poetry is not a turning lose of emotion, but an escape from emotion; it is not the expression of personality, but an escape from personality. But, of course, only those who have personality and emotions know what it means to want to escape from these things.

T. S. Eliot

mudança de planos.

the more I see of the world, the more am I dissatisfied with it; and every day confirms my belief of the inconsistency of all human characters, and of the little dependence that can be placed on the appearance of merit or sense.

Jane Austen


Isso não é mais "o blog da Bélgica" porque eu já voltei, então quer dizer que eu posso publicar a merda que eu quiser que tá tudo certo, né?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nota mental.

Não tem nada mais irritante e burro do que publicar uma parada com o título "Nota mental", mas o que acontece na madrugada são pensamentos que se atropelam, somados a uma enorme preguiça de ordená-los, bonitinhos, em um texto bem feito. Inteiramente dizendo: foda-se, tou pensando alto.

Eu preciso: pensar menos na Bélgica (isso inclui parar de ver preço de passagem ou videos em holandês no youtube e qualquer coisa doente do tipo). Daí arrumar um chip brasileiro, ir buscar meus documentos, colocar meu quarto em ordem, me livrar de roupas sem sentido ou que não cabem mais, sair com os amigos, fumar menos, virar gente, deixar o orgulho, trabalhar, estudar e emagrecer uns 10kg. Ufa!

Eu quero: que meu cabelo cresça, trocar logo meu piercing por um menor, assistir Harry Potter, comprar beterraba pra fazer suco... e ir pra Bélgica, ai, saco! Não tem nada além de uma garrafa de vinho que aumente essa lista, no momento. Hm, mentira. Eu quero ter um filho, é sério. E quero que o filho da puta que roubou minha câmera sofra as consequências, ou pelo menos trate dela com carinho, pff, tá bom.. =/

Eu não quero: deixar o orgulho. Tudo mentira aí em cima. No way, quer saber? Considere uma bandeira de flandres asteada na tua cara. To puta. Comigo mesma, inclusive. Porque eu sei que esse "período da volta" é ridículo e que vai passar em semanas, mas eu sou mais ridícula ainda por me agarrar nele, toda determinada! Posso ser irracional, só agora? Nu, brigada! Aceitar a adaptação é meio que aceitar que a distância me machuque e, de boa, já passei dessa fase.

Eu acho: que quem leu essa lista deve pensar que eu não faço sexo há tipo, 5 anos. Desculpa, gente, tô mei mala e é isso que tem pra hoje.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

reler as postagens desse blog seria a última tortura nostálgica que eu poderia fazer comigo agora, então é melhor pular esta parte e ir dormir de uma vez. zoey, laetitia, claire e evelien, meus amores distantes. pelo menos eu sei, desta vez eu choro por gente que vale a pena. alé. ik ga slaapen...

terça-feira, 28 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Gosto de comparar a Bélgica com um prato de batatas fritas.

Primeiro porque, dã, é o que eles comem aqui. Depois porque é o meu país de intercâmbio, o que torna as coisas automaticamente mais intensas. Esse ano foi, de longe, o mais intenso da minha vida. Delicioso. Porém enjoativo, repetitivo - igual ao prato de batatas. Você pode escolher o molho que vai usar, adicionar ou não sal, pimenta, fogo ou foguinho mas é, sim, sempre igual, as crises de auto-conhecimento e as percepções do mundo vêm a todos, ciclicamente, inevitavelmente e, no fim, um arroto, uma indigestão e uma vontade de comer tudo de novo.

Bem, é aos sábados que eu exagero nas fritas e em tudo que "é ruim mas é bom". Aos domingos vem a indigestão, o que me leva a perceber eventualmente que eu sou uma puta duma idiota descontrolada. Opa. Vou explicar isso também.

No intercâmbio nada parece ser levado a sério demais. Na-da, nem ninguém. É como se fosse uma realidade desconectada da vida real, então, oras, quem se importa? Eu nunca fui uma pessoa assim responsável, a palavra "organização" não cabe numa mesma frase que meu nome, mato aula, não arrumo o quarto, odeio lavar louça, perco oportunidades boas, me frustro por besteira e coisa e tal. Sou um bebê, mas aí é que tá: isso é problema meu, e eu sei viver com isso. A partir do momento que o problema deixa de ser meu, a irresponsabilidade toma um caráter de desrespeito e, bróder, isso eu não pratico nem aqui nem na China, nem na Bélgica e nem no Brasil. Essa não é mesmo a vida real que eu tenho. É um mundinho inventado, um contrato assinado com prazo de validade. O que temos de real é o que sentimos. E com sentimento não se brinca. Porra. Eu, tomada pela vibe do hier kan ik alles comecei a brincar mesmo assim. Sinto que regredi, virei um mostro afogado em óleo de fritura e ressaca moral de domingo. É hora de voltar. Parar de beber. Arrumar um trabalho, um amor, pôr em prática o lado bom de tudo o que eu aprendi, mostrar pra deus e o mundo o ser humano que me tornei aqui, apaixonadíssima, sempre querendo melhorar. Mas pra isso, "é preciso cortar a batata", em seus tantos sentidos.

Bem. 20 dias. Vamos?

...

(hier kan ik alles = aqui eu posso fazer qualquer merda e foda-se, tipo.)

domingo, 5 de junho de 2011

Putain.

É domingo, de novo. E dessa vez estou sem meu diário - o terceiro da Bélgica eu completei semana passada, antes do feriado, e ainda não comprei outro. Estou sem escrever há vários dias e têm feito falta. É um habito igual fumar, fazer xixi, mandar mensagem no celular e desenhar estrelas na perna enquanto falo ao telefone. A diferença é que - quanto mais eu fico sem escrever no diário, mais rôo as unhas, ou mais rápido minha carteira de cigarros acaba. Entende?

Bem, estou me sentindo meio estranha. Ontem teve Bruxelas, e mais de uma bota de cerveja no Delirium. Muito mais. E hoje teve chuva, Massive Attack e um pouco de solidão. Estou programando com a Lais minha viagem (de um dia, pff) pra Amsterdam. Pretendo fazer Luxemburgo no sábado e Amsterdam no domingo. Espero que role. Já me arrependi, de leve, por não ter ido a Praga com a Isa e com o Gabriel... putain.

http://www.youtube.com/watch?v=GSeaDQ6sPs0&feature=player_embedded

domingo, 29 de maio de 2011

Boa tarde, respeitável público! (moscas)

O dia de hoje foi eleito, por mim, o mais chato do ano! Estou tão entediada que eu poderia roer a cadeira onde me sento. E o que acontece quando passo o dia morgando? Eu penso no Brasil.

Cara. Eu não quero voltar. Mas o negócio é que eu sofro por antecipação. Com certeza vai ser horroroso me despedir da minha casa, dos meus irmãos, pais e demais familiares, amigos intercambistas, amigos da escola e, é claro, meu coração vai dar uns três saltos quando a Evelien olhar pra mim com aquelas duas esferas azuis e puxadinhas, a boca vermelhona em "o" dizendo "Corrá, ik zal je toch wél missen" mas, né, isso tudo é algo que eu sabia desde o começo, como todo o resto do processo, nós fomos, sim, alertados. O foda é - por mais que eu ame aqui, incalculavelmente e tudo, a pressão de que falta apenas um mês pra eu dizer tchau é tão grande na minha cabeça que eu às vezes quero acabar logo com isso, entende? Tipo, tirar logo o band-aid e voltar amanhã pra casa. E eu sei que vai doer de qualquer jeito. Porque eu fiz amigos reais por aqui e é obvio que por mais que a gente queira, alguns eu nunca mais vou ver na vida. Na hora do adeus, no aeroporto, vai ser difícil pra caralho e cara, inevitavelmente eu já me sinto, aos poucos, afastar. Por exemplo na sexta, quando eu levei minha bandeira pra todos assinarem e todos me abraçaram, dizendo pra eu ficar, que eles me adotariam e etc, nossa, achei pesadíssimo! Mesmo só de brincadeirinha, as vezes eu penso em abraçá-los assim do nada e dizer COMO eu gosto daqui, e como, sem perceber, eles mudaram a minha vida mas, mesmo se eu fizesse isso o tempo todo, não ia mudar a minha situação, porque o tempo não pára e nós não podemos segurar a essência dos bons momentos... escorre pelos dedos, vira nostalgia e só.

Resumo: eu quero voltar. Mesmo tendo dito no começo do texto que não quero, cheguei a sonhar com a cena do aeroporto e estou, sim ansiosíssima, porra, óbvio que quero! Eu quero voltar, caralho! E o motivo disso é que eu AMO DEMAIS AQUI! Faz sentido?

Ai, ai.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

amo a bélgica.

e essa minha bipolaridade aqui grazadeus heh,

TO FELIZASSA E AGORA SÓ FALO EM HOLANDÊS SEUS PUTO LINDO!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

nulo.

o que está havendo é que o nível caiu, a coisa cresceu, quebrou barreiras, esbarrou nas raias, chegou no topo e transbordou - ninguém limpou o estrago até agora. olha, eu nem sei direito. meus pais foram pra Holanda, estou sozinha em casa. não sinto nada de muito diferente, tirando que eu tenho que fazer minha própria comida. tou meio bêbada, não sei dizer do que sinto falta. não sei mais escrever e mesmo se soubesse não teria o que contar. acho que congelei em tantos sentidos. responsabilidades me dão cãibras e sabe, o que é o vigésimo foda-se depois do primeiro? se não é o alarme pra me tirar da cama sou capaz de migrar de vez para os meus sonhos, por mais brega que isso soe agora. se ninguém me empurra do trem passo as horas, o dia e a vida lá, indo e nunca chegando, colada na janela sem conseguir ver mais nada - as paisagens passam como passariam se eu estivesse num túnel escuro com luzes a cada dez metros, triste, previsível assim. nada novo, todo mundo vai beber e se tocar, depois tirar a roupa, fumar um cigarro e esperar a ressaca e o último trem. felicidade. tanta gente dando um braço por isso. felicidade só existe quando compartilhada. e depois de um ano, convenhamos, nem sempre vale o esforço. minha mente saiu de férias e tou vivendo de lembrar, isso é algo que não controlo, nunca pude. a gente não supera realmente, apenas vive de achar coisas novas, que vão sim ser velhas, enfim. as luzes nos túneis passam rápido demais, entende? felicidade é o que escorre na madrugada de quarta. em túneis, ou campos, não faz mais diferença. é se ver envolvido por braços de gente que te recebe na mesma língua. e isso pode tomar tantas conotações. bem, pra quebrar o clima: abraços que já dei na mãe hospedeira foram dois. um porque era natal, aquela coisa. outro foi porque eu fui la e pedi. tenho ligado muito pra casa, já deitada, olhando pro teto. e aí acordo achando que é verão, que é Brasil, isso até olhar pra cima, ver que tem janela no teto e gelo no vidro. aí fodeu. luz alguma, dessa vez. felicidade volta a dormir, e é aí que nos encontramos. o que está havendo é que o nível caiu e o tempo arrastou, penso às vezes que esses últimos anos serviram pra arrancar um pedaço do meu cérebro e jogar no lixo, 2011 veio e disse "procura e põe no lugar, filha da puta". cara. eu não vou aprender francês, holandês, alemão. não vou abrir mão de achar o meu país o mais bonito, infinitamente. eu poderia, mas eu não quero. antes fosse essa a crise. eu não quero é nada! e dane-se. inteiramente falando, dane-se.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

but winter's cold is too much to handle

pincher crabs that pinch at your sandals
years go by and hearts start to harden

tou socando parede aqui pra acreditar.
a Lu ta indo embora... bem, compreensível é.

domingo, 30 de janeiro de 2011

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nunca fui tão rabugenta nas minha TPMs mas do fundo do meu coração eu quero que se fodam todos os casais fofinhos, que saco cara, vai tudo acabar mesmo! daí eu me pergunto, tá fazendo o quê, você aí, com esse sorrisão? pois heh, também não sei, então up your ass por favor, que não tô mesmo podendo com felicidade alheia. dormindo tarde, fumando anormalmente, comendo metralhadoras* mesmo sem ter fome e bebendo até vomitar é quando eu me pego pensando - acho que nunca senti tanto ódio mortal e dependi tanto emocionalmente de alguém, ao mesmo tempo. sim, eu, com todas as minhas (falhas) teorias e propagandas anti-ciúmes. o que isso tem a ver com a Bélgica? não sei, mas é aqui que eu tou agora e paciência, posso garantir que parte da minha neurose vem sim desse frio escroto que não vai embora. já posso hibernar? Bélgica, te amo cara, mas vai se foder com esse gelo todo. nunca estive tão sozinha, CARALHOOOOO! (eco)

(obs: link aqui: *)

domingo, 2 de janeiro de 2011

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vamo lá, bélgica 2010 então. não cheguei a entrar em crise profunda por aqui por conta desse tempo sempre enlouquecido, do tipo passa e eu nem vejo, bem, saudade tem sim e sempre, mas nada que tenha me fodido os miolos ou me feito querer jogar a toalha, até porque eu sou cheia das minhas frescuras mas uma coisa eu posso sim dizer: na minha vida eu quase nunca fui a primeira a desistir, se tratando de uma meta, uma paixão ou até alguém que eu tenha amado muito, faço parte sim das pessoas que curtem um "pra sempre, até que...". pois bem. esse ano não teve texto de despedida, gente, preguiça daquela dramalheira toda, talvez não caiba mais analisar o quanto eu cresci e o quanto eu sofri e o quanto eu bebi e me fodi porque olha, foi coisa demais, foi alcool demais, foi e é sempre cagadinha adolescente em excesso, é ingenuidade, maldade, rancor, amor demais... aquelas coisas sangrentas e juvenis, numa intensidade triplicada, com direito a falhas na fala e na memória, idas e vindas no tempo, flashbacks e surtos reais de saudade. bem. esboçar uma descrição, uma síntese, "adeus ano velho feliz ano novo", pra quê? indecente, dispensável, vão. deixa que a Globo faz pra gente. minha preocupação é maior. tenho mais seis meses a frente e eu desaprendi a ver horas e a contar, digo een, twee, drie, vier... tá. se me dissessem Cora, estamos em agosto de 2010 eu juro que ficaria por demais confusa. parece loucura mas eu juro, não sei de mais nada. sei que fácil não é, mas disso todos já sabem desde o começo, sei que nunca fui simples nos meus sentimentos mas meu estômago tem dado voltas quando paro pra pensar no significado dessa palavra, ora essa, sentimento? que chatisse! digo que aqui eu cresci assim na marra e de certa forma no silêncio, entre um gole e outro e memórias sendo substituídas, lost in translation, dane-se. não preciso mais ser entendida. talvez esse esforço de meses tenha servido pra entender um pouco mais sobre os outros, não sobrando tempo pra ser mimada e egoísta como antes e, pensando bem, talvez isso tenha me feito mais feliz ou ao menos uma pessoa diferente - basta. me espanta as nóias pessoais, sei lá, sobrevivência terapêutica ou algo assim. o que interessa aqui não sai do coração, vem diretamente da garganta, coisa simples, cliche, que brocharia qualquer leitor se essa minha conclusão fosse parte de um texto sério, um final de livro of zo, mas vou dizer porque nunca fez tanto sentido. pronto? olha. nada, mas absolutamente nada mesmo do que você tem agora é pra sempre, animal. é bom cair de cabeça em tudo nessa vida, sem piscar. porque vai sim acabar, oui? então bonne année, porque é o mínimo que eu posso dizer a essa altura do campeonato... o resto não importa muito, mesmo, nada importa.